Apneia infantil: riscos e cuidados

A apneia infantil é caracterizada por interrupções na respiração durante o sono. É um distúrbio que pode ser grave e oferecer riscos.

Na maioria das vezes, a suspensão momentânea da respiração em crianças está relacionada com a obstrução das vias respiratórias, que são bloqueadas parcial ou totalmente, causada pelo aumento da adenoide ou das amígdalas. Há casos, também, em que o distúrbio pode ter sido ocasionado pelo sobrepeso e pela obesidade.

A Academia Americana de Pediatria recomenda que todas as crianças que roncam regularmente devem fazer exames com o objetivo de diagnosticar se há esse distúrbio, uma vez que,  em crianças e adolescentes, a suspensão momentânea da respiração durante o sono pode gerar consequências preocupantes.

Sintomas da apneia

A apneia é pode ser difícil de ser detectada, pois os sintomas podem ser sutis. Por isso é importante os pais ou responsáveis ficarem atentos quando a criança:

  • ronca;
  • tem o sono agitado;
  • respira pela boca;
  • transpira durante o sono;
  • faz xixi na cama;
  • apresenta quadro de sonambulismo.

Uma criança que desenvolve esse distúrbio também apresenta sintomas durante o dia, pois a privação do sono afeta toda a rotina do dia seguinte. Portanto, é possível, também, que a ela apresente fadiga, irritabilidade, dores de cabeça, problemas de conduta e de aprendizagem.

Riscos do distúrbio

A apneia em crianças pode levar a distúrbios como a hiperatividade e déficit de aprendizado. Estudos mostram que crianças que apresentam interrupção da respiração durante o sono têm prejuízos cerebrais que afetam a memória, o aprendizado e o desenvolvimento das habilidades mentais e físicas.

Crianças com tal distúrbio também correm o risco de apresentarem hipertensão pulmonar, causada por alterações cardiorrespiratórias. Como o hormônio do crescimento também é produzido enquanto se dorme, é possível ainda a manifestação de problemas de crescimento.

Tratamento do problema

O acompanhamento médico é essencial para o diagnóstico e o tratamento. Recomenda-se que seja realizada — na clínica ou na residência do paciente — a polissonografia, exame que visa a identificar as características individuais do sono e suas variáveis fisiológicas. Com o diagnóstico finalizado, o médico pode avaliar quais são as formas mais indicadas de tratamento. Entre elas, estão:

Medicamentos

Existem diferentes tipos de tratamentos disponíveis para melhorar a passagem de ar das vias aéreas, como sprays nasais por exemplo.

Cirurgia

A cirurgia para a extração das amígdalas e da adenoide é feita em caso obstrução importante em que o uso de medicamentos não foi eficaz. É raro, mas há ainda casos em que a criança apresenta um estreitamento na garganta que impede a passagem do fluxo normal de ar. Nesses casos, a cirurgia é feita para retirar o tecido excedente. Geralmente, pacientes que são submetidos ao processo cirúrgico apresentam resultados mais satisfatórios.

Máscara

A máscara, geralmente, é a última opção de tratamento, à qual se recorre quando o paciente não pode fazer a cirurgia ou quando o procedimento não alcança o resultado desejado. Ela é utilizada durante o sono e funciona realizando uma pressão no nariz, fazendo com que o ar seja empurrado para os pulmões.

É importante lembrar que distúrbios do sono não são saudáveis e precisam de tratamento. A apneia infantil pode gerar sérios riscos se não for tratada, já que ela piora a qualidade de vida da criança e traz consequências para a saúde.

 

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter, e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como otorrinolaringologista em Governador Valadares.

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Posted by Dr. Amim Felipe