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Polipose nasal: sintomas, causas e tratamentos

Polipose nasal: sintomas, causas e tratamentos

A polipose nasal acontece quando há crescimento anormal de tecido na parte interna do nariz. Elas são protuberâncias que possuem um formato arredondado e de gota. Geralmente não são visíveis porque a maioria se desenvolve nas vias aéreas. Mesmo não sendo facilmente visíveis, os pólipos causam uma série de sintomas.

Os pólipos nasais são bastante comuns e motivo recorrente de procura médica, mas diferente dos pólipos intestinais, a polipose nasal não está relacionada ao aparecimento de tumores.

Sintomas da polipose nasal

O tamanho do pólipo pode variar. Quando uma pessoa tem vários pólipos, eles podem causar uma obstrução parcial dos seios paranasais. Por isso, os sintomas variam de acordo com a quantidade, a dimensão e a localização.

A sinusite crônica é o sintoma mais característico da polipose. Além desse, outros sintomas são:

  • Apneia obstrutiva;
  • obstrução nasal;
  • coriza;
  • diminuição do olfato;
  • dor no rosto, na cabeça e na arcada dentária;
  • espirros;
  • paladar diminuído;
  • pressão no rosto e testa.

Causas do problema

Ainda são desconhecidas as causas do pólipo nasal, mas o que se sabe é que existe uma relação entre a formação carnosa com quaisquer distúrbios que se desencadeiam nos seios paranasais, como alergias e inflamações. Portanto, são fatores de risco: asma, sinusites, rinite, síndrome de Churg-Strauss e infecções. Além disso, os pólipos podem surgir em associação com intolerância à aspirina ou em pessoas que tenham histórico familiar.

Tratamento dos pólipos

O diagnóstico de polipose nasal deve ser feito por um médico otorrinolaringologista, com base nas respostas e no relato do paciente. Para a confirmação, o otorrino poderá solicitar exames como endoscopia nasal ou tomografia computadorizada.

O tratamento consiste em tentativas de redução do tamanho dos pólipos com corticoides em spray nasal e, em alguns casos, com corticoide via oral. Apesar de não agirem diretamente sobre essas formações, anti-histamínicos e antibióticos também podem ser utilizados para tratar os sintomas alérgicos nos casos em que o paciente apresenta quadro de rinite e sinusite.

As soluções fisiológicas nasais também auxiliam na limpeza do nariz, fazendo com que ele fique desobstruído e limpo. Em alguns casos, além de reduzir o tamanho do pólipo, a administração de corticoide pode eliminá-los. Por isso, a cirurgia de retirada é feita apenas quando o tratamento com remédios não é efetivo. A extração dos pólipos é um procedimento chamado de polipectomia, feito por endoscopia e com anestesia geral. É recomendável que o paciente continue administrando o uso de corticoides, pois, em muitos casos, os pólipos tendem a voltar a crescer.

Para evitar o crescimento e o aparecimento de novos pólipos nasais, algumas medidas podem ser tomadas, como manter sob controle crises de asma, rinite e sinusite; evitar fatores alergênicos e realizar a lavagem do nariz para combater possíveis agentes desencadeadores de alergia.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter, e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como otorrinolaringologista em Governador Valadares.

Posted by Dr. Amim Felipe in Todos
Entenda quando a cirurgia é indicada para o tratamento da sinusite

Entenda quando a cirurgia é indicada para o tratamento da sinusite

A sinusite, inflamação da mucosa dos seios ou das cavidades paranasais, é uma patologia que atinge, segundo a Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial (ABORL-CCF), entre 15% e 20% de pessoas em todo o mundo. É um problema muito comum e que possui sintomas extremamente incômodos.

A inflamação dos seios da face pode ser classificada como aguda ou crônica, distinguindo-se pela frequência em que aparecem. A aguda tem a duração de até um mês, enquanto a crônica pode ultrapassar três meses e ser recorrente. Ela está, geralmente, associada a gripes, resfriados e rinites.

Pode ser causada por agentes alérgicos, como pólen, ácaro e fumaça, e por fatores infecciosos, como vírus e bactérias. A verificação da causa é importante porque é por ela que o médico irá definir o tratamento.

Sintomas da sinusite

Os sintomas da sinusite são extremamente incômodos, sendo que o principal deles é a mudança na cor e na espessura da secreção nasal. A obstrução das vias respiratórias causa de dor de cabeça e por toda a face, além da dificuldade de respiração. Também são sintomas da inflamação dos seios da face:

 

  • sensação de rosto pesado;
  • secreção nasal;
  • obstrução nasal;
  • tosse;
  • febre;
  • paladar e olfato prejudicados.

Tratamento da doença

O tratamento é feito com o objetivo de aliviar os sintomas e, também, de cessar a inflamação. Para isso, são utilizados medicamentos como corticoides, descongestionantes e antibióticos. Mas há casos em que o tratamento medicamentoso não surte efeito, então é preciso recorrer à cirurgia.

Cirurgia como solução

O procedimento cirúrgico é recomendado, geralmente, para pacientes com quadro de sinusites crônica, de repetição, polipose nasal e até em casos de tumores nasais.

Há algumas opções de cirurgias para o tratamento da inflamação dos seios da face. Elas consistem nas cirurgias endoscópicas minimamente invasivas.

O procedimento cirúrgico visa a desobstruir as vias paranasais, fazendo com que as secreções sejam drenadas. Com os seios paranasais livres, o medicamento tópico exerce sua função no auxílio do tratamento da inflamação.

Não é preciso ter receio desses tipos de cirurgia, pois eles são realizados com anestesia e não são feitas incisões externas. Por serem minimamente invasivos, esses procedimentos permitem que o paciente tenha alta no mesmo dia, em muitos casos.

A sinusite é uma patologia relativamente simples, mas, se não diagnosticada e tratada, pode levar a complicações mais graves, como infecções nos olhos, meningite e abscessos oculares e cerebrais. 

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Abuso da voz pode causar disfonia

Abuso da voz pode causar disfonia

A voz é um dos principais instrumentos do ser humano. A ela está associada a manifestação da comunicação: é por meio dela que falamos, cantamos, gargalhamos, choramos e gritamos. Quando a voz apresenta alterações, como falha de projeção ou quaisquer outras dificuldades de emissão, acontece o distúrbio de disfonia.

O mau uso e o abuso da voz são algumas das causas dessa alteração. Geralmente, ela ocorre quando não há um preparo técnico e as cordas vocais são utilizadas além dos limites saudáveis. Nesse caso, o distúrbio é caracterizado como funcional, por não haver alterações anatômicas nas pregas vocais.

Alguns comportamentos podem contribuir para o abuso vocal, como os seguintes:

  • gritar muito;
  • possuir crises de tosse;
  • utilizar álcool e cigarro;
  • exigir força das cordas vocais para conseguir falar em ambientes barulhentos;
  • utilizar tons errados para seu timbre: ou muito agudo ou grosso;
  • falar muito;
  • discutir com frequência;
  • usar a voz para cantar abusivamente.

Inadaptações vocais e alterações psicoemocionais, como ansiedade, medo e raiva, são outros fatores que podem, além do uso indevido da voz, causar a disfonia funcional.

Sintomas do problema

Um dos sintomas mais conhecidos é a rouquidão. Mas, além desse, também são indícios:

  • afonia;
  • esforço e dificuldade para falar;
  • projeção fraca;
  • deficiência vocal;
  • variações de frequência da voz;
  • dor ao tentar falar;
  • falta de ar;
  • engasgos frequentes.

Outros causadores da disfonia

Essa disfunção da voz é dividida em mais duas categorias além da funcional: a orgânica e a orgânica-funcional. Cada uma possui características e causas próprias.

Diversos fatores podem provocar a disfonia orgânica, que costuma ocorrer quando há alterações anatômicas nas pregas vocais, como inflamações, infecções, neoplasias e distúrbios neurológicos. Já a forma orgânica-funcional se dá quando a disfonia funcional não é tratada e acaba provocando uma lesão nas pregas vocais.

Prevenção da doença

Como o abuso de voz é um fator comportamental, a mudança de hábito é a melhor forma de prevenção. Por isso, é preciso tomar alguns cuidados básicos como:

  • beber água em temperatura ambiente e em quantidade necessária para o bom funcionamento do organismo e, também, das pregas vocais;
  • não gritar ou falar alto;
  • evitar o uso de cigarro e álcool.

Pessoas que trabalham diretamente com a voz, como atendentes de telemarketing, professores e cantores devem ter cuidados especiais para garantir a saúde vocal, como a prática de exercícios para fortalecer e preparar as pregas vocais para o seu uso excessivo.

Como tratar a disfonia

O tratamento é feito com o médico otorrinolaringologista. Em alguns casos, é necessário um tratamento multidisciplinar com um fonoaudiólogo. A primeira medida a ser tomada é o repouso da voz e a verificação do agente causador da patologia.

Para concluir o diagnóstico, o otorrinolaringologista faz exames clínicos e de imagem, com o objetivo de identificar o que causou a disfunção e seu grau de intensidade. Nos casos em que a disfunção é orgânica e orgânica-funcional, é possível que o médico recomende a cirurgia para a retirada de pólipos e tumores, por exemplo.

Já a disfonia funcional, é ocasionada pelo abuso da voz e, por isso, é preciso apenas uma mudança de costume. Ignorar o problema e manter maus hábitos é o que pode ocasionar problemas mais sérios, como no caso de nódulos e lesões que podem surgir em casos de não tratamento.

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4 riscos de usar cotonete de forma errada

4 riscos de usar cotonete de forma errada

O uso do cotonete virou um hábito de higiene. Seja após o banho, para a retirada de cera ou quando se sente uma coceirinha nos ouvidos. Apesar de estar presentes em praticamente todos os lares, sendo empregadas para limpeza do canal auditivo, as hastes flexíveis podem causar danos para a saúde caso sejam utilizadas de maneira errada.

A verdade é que o ouvido não precisa ser higienizado. Diferentemente do que as pessoas pensam, a cera, ou cerume, não é sujeira, mas um mecanismo que o organismo utiliza para limpeza e assepsia de todo o ouvido. A cera é produzida por glândulas sebáceas, por isso é oleosa. É justamente essa característica que vai reter a sujeira e agir como um impermeabilizante, servindo de barreira de entrada. Sem ela, o canal auditivo ficaria desprotegido, deixando a porta aberta para a passagem, não só de bactérias e outros agentes infecciosos, mas também de pequenas partículas como poeira. 

Neste artigo, trazemos 4 problemas que podem ser causados pelo uso inadequado do cotonete. Confira!

Problemas causados pelo uso de cotonete

1. Tampão de cera

Um dos problemas de se usar o cotonete é a formação do tampão de cera. É que, em vez de ser retirado, o cerume acaba sendo empurrado ainda mais para dentro do ouvido, gerando um acúmulo e até um entupimento. O tampão de cera pode causar sensação de eco e até comprometimento da audição.

2. Infecções

Infecções como a otite podem surgir com o uso contínuo de hastes flexíveis pela formação de tampão de cera ou pela limpeza excessiva do ouvido. A retirada da cera deixa o canal auditivo desprotegido, pois o cerume atua como barreira de entrada de água, micropartículas e bactérias.

3. Perfuração do tímpano

A introdução de objetos no ouvido, entre eles as hastes flexíveis, é uma das causas da perfuração do tímpano. Entre os sintomas estão a intensa dor de ouvido, coceira, zumbido e diminuição da audição.

4. Coceiras

A cera funciona como agente protetor, e a sua retirada pode causar o ressecamento da pele e, por consequência, coceira.

Como deve ser feita a limpeza dos ouvidos

O ouvido não precisa ser limpo, mas, se você acredita que a cera está atrapalhando, veja como fazer a higienização:

Toalha

O mais recomendável é que o excesso de cera seja retirado com uma toalha ou um algodão, usando o dedo para auxiliar no processo. É importante lembrar que essa limpeza deve ser feita apenas na parte externa dos ouvidos.

Soluções otológicas

Existem no mercado algumas soluções apropriadas para a limpeza do ouvido. Não é necessário receita para comprá-las, mas é preciso lembrar que são produtos medicamentosos que devem ser usados com atenção.

Limpeza no consultório

Médicos otorrinolaringologistas realizam no consultório uma limpeza adequada no canal auditivo. A lavagem auricular feita por um especialista tem o objetivo de retirar apenas o excesso de cera, muitas vezes causado pelo tampão ou pela produção intensa de cerume.

O uso do cotonete pode trazer riscos, por isso, deve-se recorrer a outras maneiras para retirar o cerume a mais que o ouvido produz. Se você se sente incomodado ou acredita que pode estar com um tampão de cera causado pelo uso inapropriado das hastes flexíveis, marque uma consulta com um médico otorrinolaringologista.

 

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Apneia infantil: riscos e cuidados

Apneia infantil: riscos e cuidados

A apneia infantil é caracterizada por interrupções na respiração durante o sono. É um distúrbio que pode ser grave e oferecer riscos.

Na maioria das vezes, a suspensão momentânea da respiração em crianças está relacionada com a obstrução das vias respiratórias, que são bloqueadas parcial ou totalmente, causada pelo aumento da adenoide ou das amígdalas. Há casos, também, em que o distúrbio pode ter sido ocasionado pelo sobrepeso e pela obesidade.

A Academia Americana de Pediatria recomenda que todas as crianças que roncam regularmente devem fazer exames com o objetivo de diagnosticar se há esse distúrbio, uma vez que,  em crianças e adolescentes, a suspensão momentânea da respiração durante o sono pode gerar consequências preocupantes.

Sintomas da apneia

A apneia é pode ser difícil de ser detectada, pois os sintomas podem ser sutis. Por isso é importante os pais ou responsáveis ficarem atentos quando a criança:

  • ronca;
  • tem o sono agitado;
  • respira pela boca;
  • transpira durante o sono;
  • faz xixi na cama;
  • apresenta quadro de sonambulismo.

Uma criança que desenvolve esse distúrbio também apresenta sintomas durante o dia, pois a privação do sono afeta toda a rotina do dia seguinte. Portanto, é possível, também, que a ela apresente fadiga, irritabilidade, dores de cabeça, problemas de conduta e de aprendizagem.

Riscos do distúrbio

A apneia em crianças pode levar a distúrbios como a hiperatividade e déficit de aprendizado. Estudos mostram que crianças que apresentam interrupção da respiração durante o sono têm prejuízos cerebrais que afetam a memória, o aprendizado e o desenvolvimento das habilidades mentais e físicas.

Crianças com tal distúrbio também correm o risco de apresentarem hipertensão pulmonar, causada por alterações cardiorrespiratórias. Como o hormônio do crescimento também é produzido enquanto se dorme, é possível ainda a manifestação de problemas de crescimento.

Tratamento do problema

O acompanhamento médico é essencial para o diagnóstico e o tratamento. Recomenda-se que seja realizada — na clínica ou na residência do paciente — a polissonografia, exame que visa a identificar as características individuais do sono e suas variáveis fisiológicas. Com o diagnóstico finalizado, o médico pode avaliar quais são as formas mais indicadas de tratamento. Entre elas, estão:

Medicamentos

Existem diferentes tipos de tratamentos disponíveis para melhorar a passagem de ar das vias aéreas, como sprays nasais por exemplo.

Cirurgia

A cirurgia para a extração das amígdalas e da adenoide é feita em caso obstrução importante em que o uso de medicamentos não foi eficaz. É raro, mas há ainda casos em que a criança apresenta um estreitamento na garganta que impede a passagem do fluxo normal de ar. Nesses casos, a cirurgia é feita para retirar o tecido excedente. Geralmente, pacientes que são submetidos ao processo cirúrgico apresentam resultados mais satisfatórios.

Máscara

A máscara, geralmente, é a última opção de tratamento, à qual se recorre quando o paciente não pode fazer a cirurgia ou quando o procedimento não alcança o resultado desejado. Ela é utilizada durante o sono e funciona realizando uma pressão no nariz, fazendo com que o ar seja empurrado para os pulmões.

É importante lembrar que distúrbios do sono não são saudáveis e precisam de tratamento. A apneia infantil pode gerar sérios riscos se não for tratada, já que ela piora a qualidade de vida da criança e traz consequências para a saúde.

 

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10 sinais de problemas na adenoide

10 sinais de problemas na adenoide

Ao contrário do que muitos acreditam, a adenoide não é uma doença. Trata-se de tecido linfoide localizados na rinofaringe e pertencentes ao sistema imunológico, produzindo anticorpos contra elementos indesejados.

Também conhecidas como “carne esponjosa”, a adenoide parece com as amídalas, mas não são visíveis a olho nu quando abrimos a boca. Elas se desenvolvem no segundo ano de vida e, quando a criança atinge os 7 anos, começam a reduzir de tamanho. A maioria das complicações relacionadas à adenoide ocorre entre os 3 e 5 anos de idade, período em que elas têm o pico de desenvolvimento.

Visto que elas já regrediram quase que por completo na adolescência, é difícil que se tenha problemas relacionados a elas na fase adulta. Assim, quando eles ocorrem, a causa pode está ligada a doenças como HIV, tumores e linfomas. Neste artigo, trazemos 10 sinais que indicam problemas na adenoide. Confira!

Quais são as causas dos problemas nas adenoides?

A adenoidite possui mais de uma causa, entretanto, a mais recorrente é a infecção viral ou bacteriana. É válido destacar que, devido à localização em que estão, esses tecidos linfoides possuem relação direta com a sinusite, a rinite e a otite.

10 indícios de complicações na adenoide

Dentre os sinais de problemas nesses tecidos linfáticos, o mais grave é a congestão nasal, que faz com que o paciente respire somente pela boca. Essa obstrução, por sua vez, acarreta outras complicações, tais como:

  1. ronco;
  2. apneia do sono;
  3. acúmulo de secreção no nariz;
  4. redução do olfato;
  5. redução da audição;
  6. voz alterada pela obstrução do nariz (nasalada);
  7. modificações dentárias;
  8. alterações no desenvolvimento dos ossos e na musculatura facial;
  9. tosse seca;
  10. rinite, sinusite, faringite e otite regulares.

Além desses sinais, a falta de oxigênio enquanto a criança dorme, pode resultar em irritação e hiperatividade, além de afetar a capacidade cognitiva e a concentração dela.

Como tratar?

O tratamento do problema varia de acordo com a gravidade dele. Uma das opções é o uso de medicamentos e antibióticos. Quando esses não apresentam resultados satisfatórios, a solução é a cirurgia.

A adenoidectomia é um procedimento rotineiro,  em que se realiza a remoção do tecido linfoide. A cirurgia ocorre em ambiente hospitalar e com anestesia geral.

Pode ou não estar associada a retirada das amígdalas. Vale pontuar que a cirurgia não compromete o sistema imunológico, pois há outras estruturas que executam a produção de anticorpos. O médico responsável pela cirurgia de remoção da adenoide é o otorrinolaringologista, profissional especializado em doenças relacionadas aos ouvidos, nariz e garganta.

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5 sinais da faringite

5 sinais da faringite

Poucas situações podem ser tão incômodas no dia a dia como a faringite. A sensação de ardência e irritação na garganta diminui bastante a qualidade do sono e o rendimento nas atividades diárias. Além dessas características, ainda podem surgir febre baixa, mal-estar geral e indisposição. O que nem todo mundo sabe é que essa inflamação, se infecciosa, pode ter duas vertentes, uma viral e outra bacteriana.

Você sabe identificar os sinais de que está desenvolvendo uma infecção na garganta, especificamente na faringe? Conheça mais detalhadamente alguns dos sintomas.

7 sintomas da faringite

1. Tosse e espirros

Um dos primeiros sintomas da faringite são constantes tosses e espirros. Isso acontece porque as vias aéreas estão inflamadas, produzindo irritação. A reação do corpo é expulsar o que está incomodando, por isso produz essas ações. No entanto, elas são comuns em diversas outras doenças, de forma que deve haver atenção, para não confundi-las.

2. Garganta avermelhada

A faringe é um órgão que está localizado na região da garganta. Uma vez que ela está irritada e inflamada, toda a parte interna da garganta ganha uma coloração avermelhada. Essa mudança pode ser observada através de um simples exame de iluminação da região.

3. Dificuldade para engolir e perda do apetite

A inflamação na garganta leva a dor na região, o que gera dificuldade para engolir. Isso pode acarretar, dependendo do grau da inflamação, emagrecimento e desidratação.

4. Disfonia

A garganta irritada pode estar associada a disfonia, que é a dificuldade de falar e emitir sons. As cordas vocais estão localizadas próximas à faringe, dentro da garganta, e, quando elas também são afetadas, a pessoa não consegue falar de modo compreensível.

5. Dores pelo corpo e febre

A febre é uma reação natural do corpo e que sinaliza que algo está funcionando erroneamente. A inflamação na faringe também pode ser caracterizada por febres que variam entre baixas e altas. Logo, é preciso ter atenção para que o quadro não se agrave. As dores no corpo são um reflexo do processo inflamatório. Portanto, elas são muito comuns em pessoas com essa inflamação.

Em caso de aparecimento desses sinais, procure o seu otorrinolaringologista para ter uma avaliação correta e a definição do melhor tratamento para o problema. 

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Tosse frequente pode ser sinal de problemas de saúde

Tosse frequente pode ser sinal de problemas de saúde

A tosse é um dos reflexos humanos mais comuns. Essa é uma das respostas do corpo humano a irritações presentes em algum trecho do aparelho respiratório. É normalmente bem positiva, já que ajuda o corpo a se livrar de secreções ou substâncias que estejam causando algum problema. Porém, a tosse frequente pode ser o sinal de algum problema de saúde.

Os tipos de tosse

Antes de tentar determinar o que a tosse pode estar indicando, é preciso ser capaz de reconhecê-la e classificá-la. Existem 2 tipos de tosse, a produtiva e a seca.

A diferença entre esses 2 tipos é a presença ou não de alguma secreção. Na produtiva, essa substância se movimenta e é eliminada. Na seca, evidentemente, parece não existir nenhum catarro.

A tosse pode ser um sintoma de inúmeras doenças, desde as mais simples, como o resfriado, até as mais graves, como o câncer de pulmão.

O que a tosse frequente pode significar?

Em caso de tosse frequente, é recomendado consultar um profissional. Ele fará um diagnóstico mais profundo e poderá ajudar a chegar à causa mais específica do problema.

Uma boa forma de fazer essa determinação pode vir por meio de outros sintomas que acompanham a tosse, como a secreção nasal ou no fundo da garganta, que são bastante comuns. Porém, esses sinais podem variar entre os mais diferentes e graves, como uma queimação no estômago, até chegar à tosse acompanhada de sangue.

Assim, o médico determinará a melhor forma para encontrar a origem da tosse. Ele pode solicitar uma série de exames, tanto de laboratório como de imagem.

Porém, outra informação muito importante é a aparência da secreção. Um aspecto mais aquoso e claro pode significar alergias. Já uma secreção mais espessa, com uma cor amarelada ou esverdeada, pode indicar infecção respiratória.

O que causa a tosse?

A tosse, então, é causada por alguns desses problemas. Daí, a grande importância de se fazer um diagnóstico com um profissional que irá determinar a raiz desse quadro e a melhor forma de combatê-lo.

Por outro lado, fatores externos, como o fumo, podem agravar muito a frequência da tosse. Esse hábito aumenta consideravelmente a quantidade de muco produzido nos brônquios e ainda permite um maior acúmulo de materiais estranhos no aparelho respiratório.

Por isso, é tão importante determinar o motivo para a tosse frequente ocorrer. Esse sintoma pode indicar problemas desde os mais simples até os mais complexos.

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Refluxo laringofaríngeo: sintomas, causas e tratamentos

Refluxo laringofaríngeo: sintomas, causas e tratamentos

O refluxo é um problema bem comum. Muitas pessoas costumam passar por certo desconforto causado após a alimentação, por conta dessa ação dentro do organismo. Isso ocorre quando um conteúdo ácido do estômago sobe pelo esôfago, causando lesões no mesmo, e pode se estender até a via aérea. Portanto, é preciso entender os sintomas, as causas e os tratamentos para o refluxo laringofaríngeo.

Antes de tudo, é preciso entender os 2 tipos de refluxos normalmente encontrados. O primeiro é o gastroesofágico, que é o mais conhecido. Neste, não existe a reclamação de efeito na via aérea. O segundo é o refluxo laringofaríngeo, quando a acidez do estômago pode seguir por todo o caminho, chegando até a garganta e os pulmões, causando ainda mais incômodo.

Os sintomas do refluxo laringofaríngeo

Em ambos os tipos de refluxo os sintomas são parecidos. Pessoas com esses quadros podem experimentar azia, desconforto, queimação e regurgitações na área do estômago. Se o caminho perseguir até a via aérea, os sintomas passam a incluir:

  • rouquidão;
  • pigarro;
  • queimação, irritação e secura na garganta;
  • tosse frequente, que pode ser pior ao dormir ou ao acordar.

Em casos mais sérios, podem surgir alguns problemas respiratórios.

As causas do refluxo laringofaríngeo

O refluxo é um problema que pode atingir pessoas de todas as idades, com causas bem semelhantes. No caso dos bebês, eles podem sentir o refluxo por conta da imaturidade dos esfíncteres do esôfago. Esse problema se resolve com o tempo e o desenvolvimento completo.

Em outras pessoas, as causas do refluxo giram em torno dos hábitos de vida que podem não ser os ideais. Por exemplo, obesidade, alimentação inadequada, estresse, uso de drogas e álcool, além de certos remédios. Existem também certas causas anatômicas para o refluxo, como a hérnia de hiato e contrações anormais na região do esôfago.

Tratamento do refluxo

O diagnóstico do refluxo é bem simples. Um otorrinolaringologista pode pedir uma sequência de exames para confirmar a suspeita, mas o quadro normalmente é bem fácil de diagnosticar. Felizmente, o tratamento clínico também costuma ser bem eficiente.

A maneira mais simples de tratar o problema é através da mudança nos hábitos alimentares, podendo ser combinado com o uso de certos medicamentos, como antiácidos, para ajudar a controlar ainda mais os sintomas.

Algumas das melhores práticas para o controle do refluxo laringofaríngeo envolvem:

  • evitar álcool e cigarro;
  • consumir pequenas refeições durante o dia, com calma e mastigando bem;
  • evitar comer 2 horas antes de deitar;
  • ter um controle do peso mais rigoroso;
  • usar roupas mais leves;
  • procurar cortar ou diminuir o consumo de: cafeína, refrigerante, chocolate, massas e alimentos gordurosos.

Essas medidas, combinadas com o remédio recomendado pelo otorrinolaringologista, devem eliminar os sintomas. Por outro lado, caso haja uma persistência ou uma situação crônica, pode ser necessária uma intervenção cirúrgica, em casos selecionados.

O refluxo laringofaríngeo é um problema bem incômodo, que, se deixado de lado, pode ter consequências relativamente graves. Portanto, fique atento.

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Como amenizar os prejuízos causados pelo tempo seco

Como amenizar os prejuízos causados pelo tempo seco

Todos os anos o tempo seco gera um grande incômodo para muitas pessoas, principalmente crianças, idosos e portadores de problemas respiratórios. Mas como amenizar os prejuízos causados pela baixa umidade do ar? Entenda os efeitos dessa situação no nosso organismo e quais medidas devem ser tomadas para evitá-las ou amenizar os impactos dela.

A origem da baixa umidade

O inverno brasileiro, especificamente nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, ocorre entre os meses de junho e setembro. Esse período é caracterizado pelas baixas temperaturas e por poucas chuvas. Isso resulta em um clima mais seco, que possui efeitos diretos para a saúde humana.

Nesse período, a umidade relativa do ar, que corresponde à quantidade de partículas de água presente na atmosfera, tende a ser mais baixa. Para se ter uma ideia, a Organização Mundial da Saúde (OMS) estabelece que o nível ideal de umidade que proporciona bem-estar para a população é de no mínimo 60%.

Quando esse índice está abaixo do considerado ideal, o organismo tende a sentir os efeitos da alteração. Além da menor concentração de água no ar, o tempo seco se caracteriza pelo acúmulo de poluentes e outras partículas que causam danos ao organismo.

Os efeitos do tempo seco no organismo

A baixa umidade pode causar diversos efeitos no organismo, principalmente nas vias respiratórias: sensação de ardência na garganta e nas narinas, falta de ar, tosse seca, dificuldade para engolir e sangramento nasal. Além disso, deixa as pessoas mais suscetíveis a certas doenças, como asma, rinite e sinusite.

Os olhos também tendem a sofrer os efeitos, ficando vermelhos e secos. Já a pele pode ficar ressecada e apresentar descamação, coceiras e agravamento de certas doenças, principalmente psoríase e dermatite atópica.

Como amenizar os prejuízos

A fim de evitar os efeitos ou mesmo amenizar os prejuízos causados pelo tempo seco, é importante tomar algumas medidas no dia a dia. São atitudes simples, mas que fazem a diferença para o bem-estar.

  • Tome bastante água para manter o corpo hidratado. Ela é essencial para o bom funcionamento do organismo e para manter as mucosas umedecidas.
  • Aplique soro fisiológico nas narinas várias vezes ao dia, a fim de mantê-las limpas.
  • Utilize umidificadores de ar para aumentar a concentração de partículas água no ambiente. Isso também pode ser feito com bacias de água e toalhas molhadas.
  • Evite a prática de exercícios físicos, especialmente em lugares abertos, das 10h às 16h. É o período em que a umidade do ar fica mais baixa.
  • Tome cuidado com a pele, que também sofre com a baixa umidade. Evite banhos muito quentes e use loções para mantê-la hidratada.
  • Mantenha a casa / escritório sempre limpos e arejados, evitando o acúmulo de poeira e partículas que causam problemas respiratórios.
  • Evite aglomerações, principalmente em lugares fechados, onde há pouca circulação de ar. Isso pode acentuar doenças respiratórias.

Agora você já conhece algumas dicas para amenizar os efeitos do tempo seco.

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